Olá, marujos! Hoje, farei uma reflexão sobre a série Jessica Jones. Nessa produção, acompanhamos a protagonista Jessica Jones tentando levar uma vida “normal” como investigadora particular até que um ex-namorado reaparece para piorar tudo aquilo que já não estava tão bom. Na reflexão, falarei um pouco sobre como interpretei a primeira temporada como um alerta aos relacionamentos tóxicos. Não teremos spoilers. Vamos lá!
Sobre a Série (SEM Spoilers)
Jessica Jones foi um série produzida pela Marvel para a Netflix entre 2015 e 2019, com três temporadas. Em 2022, a série foi para a Disney+.
Jessica Jones (Krysten Ritter) é uma sobre-humana com super força e alta resistência que tentou ser uma super-heroína até sofrer um controle mental de um vilão chamado Kilgrave (David Tennant).
Durante esse controle mental, ela serviu como capanga e amante de Kilgrave. Ela só conseguiu se libertar do controle mental quando matou uma pessoa por ordens dele.
Jessica ficou tão abalada pelo que fez e pelo que passou que começou a viver um dia depois do outro, abrindo uma empresa de investigação particular apenas para pagar as contas.
As coisas estavam ficando mais ou menos estáveis quando ela descobre que Kilgrave voltou para atormentá-la, usando seus poderes mentais para prejudicar a vida das pessoas em volta de Jones.
Será que Jessica Jones conseguirá parar Kilgrave antes que ele faça ainda mais mal ou ela terá que fugir novamente dele? Descubra vendo Jessica Jones na Disney+.
Como sugestão, deixo duas HQs da personagem: Jessica Jones: Jessica Jones: Alias (Marvel Essenciais) e Breaking the Dark: rompendo a escuridão ― Uma história de Jessica Jones.
Reflexão sobre Jessica Jones: Cuidado com seus Relacionamentos
Começo o texto já dizendo que Jessica Jones é uma vítima e não teve nenhuma culpa no que aconteceu. Toda a culpa é do Kilgrave, ele é o errado da história e nada justifica o que ele fez!
De qualquer forma, mesmo que Kilgrave tenha usado um poder ficcional para controlar Jessica, o que ele fez, como ele fez e o motivo dele ter feito isso é algo bem real e afeta muitas pessoas. É por isso que precisamos falar sobre isso.
O que Ele Fez: Transformou sua Companheira em uma Posse
Um relacionamento amoroso é algo voluntário e livre. Ambos (pressupondo que são duas pessoas e podendo ser mais se assim quiserem) devem estar em suas plenas faculdades mentais, intelectuais e emocionais para decidir em querer estar e permanecer naquele relacionamento. Se alguém se sente forçado por qualquer motivo a estar com a outra pessoa, algo está totalmente errado e precisa mudar.
Além disso, ninguém pode achar ou sentir que tem posse sobre a outra pessoa. Ninguém é posse de ninguém. A escravidão é algo deplorável e, até onde sei, acabou e não é aceita mais em nenhuma sociedade.
Eu entendo que possa existir um afeto desigual em um relacionamento, ou seja, alguém amar mais que o outro. Até aí, isso é normal. Mas não é normal você achar que tem direitos sobre alguém tal como se estivesse lidando com um objeto.
Ninguém tem direito de mandar no outro em um relacionamento. Você pede, você sugere, você combina. Mandar não existe. Se precisa mandar é porque algo está errado. Se a outra pessoa não está “cumprindo sua parte” no relacionamento, termina. Você não é obrigado a ficar com alguém que não esteja correspondendo a sua expectativa.
Se não consegue deixar porque está apaixonado ou porque algo te segura como filhos ou religião, vai procurar ajuda jurídica, psicológica ou espiritual, mas não fica mandando na outra pessoa ou tratando ela como coisa porque, supostamente, você não pode terminar a relação.
Do outro lado, se você sente que está sendo tratada como posse, reveja a qualidade dessa relação. Algo está muito errado nela. Essa pessoa não está lhe dando o devido valor, que é o valor humano. Nada que ela possa te oferecer vai compensar a situação de ser “possuída”. Uma hora, os benefícios irão acabar e você estará em uma situação mais difícil para escapar.
Se precisar, peça ajuda! Não precisa fazer tudo sozinha. Procure parentes, amigos ou a polícia. Alguém vai te ajudar. Não desista.
Como Ele Fez: Controlou sua Mente e Criou uma Situação de Prisão
Na história da série, Kilgrave tem um superpoder de controlar a mente das pessoas com uma simples palavra. Na vida real, isso não existe; porém, existem formas sutis de controlar a mente das pessoas e fazê-las entrar e permanecer em relacionamentos tóxicos.
Talvez, palavras de carinho e acolhimento para alguém que não recebeu isso antes e fica apaixonada; ou oferta de bens e serviços para alguém que não tinha condições de ter ou fazer algo e fica deslumbrada; talvez, falsas promessas de amor eterno e dependência emocional para alguém que acaba ficando apegada ou envergonhada de abandonar a relação. Não importa o artifício, mas sim o resultado: prende a pessoa em uma relação problemática.
Outra forma de prender alguém em um relacionamento é através do meio social daquela pessoa. O agressor dá um jeito de contaminar as pessoas que estão ao redor da vítima para fazer com que esta permaneça na relação a qualquer custo.
Na série, quando Kilgrave descobriu que não conseguia mais controlar Jessica, começou a controlar seus amigos e outros inocentes para fazê-la obedecer. Em um relacionamento tóxico, o agressor consegue “pagar de bonzinho” para os familiares e amigos da vítima para que essas pessoas façam o “trabalho sujo” e peçam para manter a relação, dar outra chance ou tentam convencer a vítima de que terminar será pior.
O Motivo Dele Fazer: Não Importa!
Na série, Kilgrave tenta justificar tudo o que ele fez e está fazendo para manter Jessica Jones por perto alegando amor verdadeira, devoção total e várias outras baboseiras que só fazem sentido para um lunático.
Não importa qual seja a história triste, nada justifica ser alguém tóxico em um relacionamento. Se seus argumentos não fazem com que a pessoa queira ficar por livre e espontânea vontade com você, deixa ela ir. Mesmo que você ache que tem certeza que será pior para a vida dela, é problema dela e não seu.
Qualquer coisa que você tenha a oferecer não será o suficiente para justificar que alguém esteja com você contra a vontade ou de forma desconfortável. Nada!
Reflexão sobre Jessica Jones: Não Seja Omisso, mas Não se Culpe
Aquele ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” está mais do que ultrapassado. Mas não só em briga que é para se meter, é para se meter em relacionamentos tóxicos também.
Se você sente que alguém próximo a você está passando por essa situação, alerte essa pessoa, mostre as provas e sinais que despertaram em você essa ideia. Muitas vezes, a pessoa que está na relação não consegue perceber isso porque pode achar normal. Abra os olhos dela!
Agora, também não se sinta culpado se seu alerta for ignorado. Infelizmente, muitas pessoas demorarão para acreditar ou até acreditarão, mas decidirão permanecer na relação abusiva.
Seu papel é oferecer ajuda, mas da mesma forma que o outro não é dono da pessoa abusada, você também não é. Se é uma situação mais grave, como agressão, chame a polícia. Se ainda for algo ruim, mas que não constitua crime, alerte e se disponha a apoiar, mas também não fique pressionando.
Insistir pode afastar a pessoa de você e fechar uma via que ela tinha de se libertar no futuro. Além disso, o desgaste emocional poderá ficar com você enquanto que ela estará “bem”.
Sinceramente, não acho que valha a pena se sacrificar pelo outro nesses casos. Se for o caso, passe a situação para outra pessoa próxima dela que pode ter mais chances. Mas saiba a hora de parar.
Reflexão sobre Jessica Jones: Conclusão
O conceito de relacionamento tóxico é algo recente, apesar de sempre ter existido. Parece que finalmente as pessoas começaram a apontar esse problema e denunciar esses casos. Em uma sociedade em que somos mais independentes, finalmente temos mais chances de viver nossas vidas sem pessoas que prometem nos amar, mas que só nos fazem mal. Espero que seu relacionamento seja saudável e, caso não seja, espero que tenha a coragem de dar um basta nele! Seja a super-heroína ou super-herói da sua história!
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Até a próxima e tenham uma boa viagem!
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